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DECLARAÇÃO
DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA FRANCESA,
NICOLAS SARKOZY,
EM DECORRÊNCIA DA LIBERTAÇÃO
DE INGRID BETANCOURT
E DE OUTROS CATORZE REFÉNS
Paris, 2 de julho de
2008
Senhoras
e Senhores, esta noite, Ingrid Betancourt
está livre.
Hoje
encerra-se portanto um calvário
de mais de seis anos. Ingrid encontra-se
em bom estado de saúde. Ela está
em uma base militar colombiana.
Minhas
primeiras palavras serão para
lhe dizer o quanto estamos felizes.
Sua família dirá melhor
que eu os sentimentos de afeição
que desejam expressar-lhe. A mãe
de Ingrid já está a caminho
para abraçá-la.
Eu
gostaria, juntamente com Bernard Kouchner,
de agradecer primeiramente ao Presidente
Uribe, às autoridades colombianas
e ao exército colombiano. Eles
realizaram uma operação
que foi coroada de sucesso. Que o Presidente
Uribe receba a gratidão de todo
o povo francês e que esteja certo
de nosso reconhecimento. Que o povo
colombiano e o exército colombiano
também sejam felicitados.
Eu
gostaria de agradecer igualmente a todos
os outros chefes de Estado da América
do Sul que nos ajudaram: o Presidente
Chávez, o presidente do Equador,
a Presidente da Argentina, todos os
que, em um momento ou outro deram alguma
ajuda, a todos os que não desistiram.
Eu
gostaria de agradecer ainda a todos
os que se mobilizaram na França:
os comitês de apoio, os artistas,
à frente dos quais o cantor Renaud,
que militaram por Ingrid, a todos os
que acreditaram nisso.
E,
é claro, meus pensamentos vão
para Mélanie, Lorenzo, Astrid,
Yolanda, Juan Carlos, Fabrice, que foram
de uma admirável coragem, porque
houve muitas decepções,
mas eles sempre mantiveram a confiança.
Todos eles acreditaram.
Dentro
de uma hora, um avião da República
Francesa irá partir com toda
a família de Ingrid para a Colômbia,
com Bernard Kouchner a bordo, para que
Ingrid possa reencontrar-se com os seus,
para que possa dizer-lhes o quanto os
ama e para que eles possam dizer-lhe
o quanto ela lhes fez falta.
Penso
ainda nos outros reféns, nos
reféns americanos que foram libertados,
e nos que ainda não o foram.
Eu gostaria dizer às FARCs que
eles devem parar com esse combate absurdo
e medieval. E, naturalmente, a diplomacia
francesa, a França está
pronta a acolher todos os que renunciarem
à luta armada, a tomar inocentes
como reféns.
Senhoras
e Senhores,
Eu gostaria que as minhas últimas
palavras fossem para o soldado Shalit
e seus parentes. Nós não
o esquecemos. A França está
sempre pronta a se mobilizar quando
alguém é detido injustamente.
Eu
gostaria de dizer a Ingrid que lhe enviamos
um abraço, que temos orgulho
de sua coragem e que estamos muito felizes
por ela. Havia uma pequena luz de esperança.
Hoje, essa alegria é imensa.
E toda a França está feliz
por ter de volta hoje Ingrid Betancourt.
Eu
gostaria de agradecer aos diplomatas.
Gostaria de agradecer à Suíça,
gostaria de agradecer à Espanha,
caro Bernard Kouchner, que, todos, nos
ajudaram. Foi um trabalho de equipe.
E ao Presidente Uribe, digo igualmente:
bravo!
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