PRESIDÊNCIA
FRANCESA DA UNIÃO EUROPÉIA
APRESENTAÇÃO
DAS PRIORIDADES EUROPÉIAS DA
FRANÇA
NAS ÁREAS DA CULTURA E DA MÍDIA
ENTREVISTA COLETIVA
DE IMPRENSA
DA MINISTRA FRANCESA DA CULTURA, CHRISTINE
ALBANEL
Paris, 23 de junho de 2008
Senhoras e Senhores,
Caros Amigos,
Obrigada
por virem em grande número
para a apresentação
do programa de trabalho nas áreas
da Cultura e do Audiovisual da Presidência
Francesa da União Européia,
que irá começar dentro
de alguns dias.
Essa
presidência ocorre num contexto
particular, após o “não”
irlandês ao Tratado de Lisboa.
Trata-se de um mau resultado para
a construção européia,
mas esta foi feita superando crises
sucessivas e estou certa de que encontraremos,
coletivamente, uma solução
para esse novo desafio. Como os Senhores
sabem, a Europa é uma obra
em eterna reconstrução.
Como poderia ser diferente? A aposta
que fizemos na união dentro
do respeito à diversidade (lema
“In varietate concordia”)
é muito bonita mas, sem dúvida
alguma, é muito difícil.
Como
conjugar a Europa na primeira pessoa
do plural? Como fazer emergir o “nós”
europeu? Como construir uma Europa
que, retomando a expressão
de Fernando Pessoa “fale a uma
e mesma voz, mas em todas as suas
línguas, com todas as suas
almas”? 460 milhões de
almas, 27 países e tantas histórias,
culturas, heranças, identidades,
para um futuro comum. Difícil
equação, na qual inclinamo-nos
há mais de meio século.
A
França sempre teve a convicção
de que a cultura é uma chave
e, talvez, a chave dessa equação.
Porque a Europa foi dos artistas,
escritores, filósofos, bem
antes de ser a do carvão e
do aço. Porque a cultura toca
diretamente o espírito e o
coração e é,
por isso, um remédio para a
desconfiança e as tensões.
A
Europa da cultura é uma Europa
que nos fala, seja qual for o nosso
país. Foram os grandes textos
do Iluminismo que fizeram nosso continente
entrar na modernidade. Foi a abadia
de Cluny, cruzamento da civilização
romana, que viu nascer um humanismo
europeu. É também o
filme do diretor romeno Cristian Mungiu,
“Quatro meses, três semanas,
dois dias” que nos abre os olhos
para um capítulo da história
européia que não compartilhamos.
São todos esses autores, esses
lugares, essas obras, esses artistas
que nos ajudam a abrir os olhos para
o que fomos e o que somos hoje: europeus.
É
por isso que a cultura ocupará
um lugar importante no programa de
trabalho desta Presidência.
Com projetos concretos e ambiciosos,
que visam fazer a Europa mexer-se,
ganhar vida, avançar.
Dar
vida à Europa, por meio de
novas aventuras, por meio de novos
projetos, de novos encontros será
a ambição da França
durante a sua Presidência na
área cultural. E eu decidi
fazer a Europa da Cultura avançar
segundo três eixos: valorizar
e promover o acesso ao patrimônio
europeu para os cidadãos europeus,
e particularmente os jovens, defender
e encorajar a criação
cultural na era digital, promover
o diálogo intercultural e a
diversidade cultural e lingüística.
Darei
alguns exemplos para ilustrar nosso
programa:
I
- O Rótulo do Patrimônio
Europeu:
Em 2007, cerca de vinte países
reunidos em torno da França
lançaram um belíssimo
projeto, o Rótulo do Patrimônio
Europeu. Qual é o objetivo
desse rótulo? Não se
trata, é claro, de nos contentarmos
em colocar uma placa européia
na Torre Eiffel, no Big Ben ou na
pequena Sereia de Copenhague. Trata-se
de colocar em evidência locais
que são testemunhas da história
e da herança européia
e narram a construção
européia em todas as suas dimensões:
cultural, humanista, espiritual.
O que nos dizem esses 55 locais que
já receberam esse rótulo?
O grande relato dos povos europeus,
com a Acrópole em Atenas, onde
nasceu a primeira democracia da humanidade,
com os canteiros navais de Gdansk,
berço da história do
sindicato Solidarnosc, que mudou a
face da Europa, ou ainda com o hospital
dos partidários Franja, local
por excelência da Resistência
eslovena.
Eles
nos narram também a efervescência
das artes européias, que não
esperaram pela construção
econômica e depois política
da União para ultrapassar fronteiras,
com, por exemplo, a casa onde nasceu
Rossini, italiano de Pesaro que morreu
não longe daqui, em Passy,
depois de ter imposto a marca de sua
genialidade a toda a ópera
européia do século XIX.
Trata-se de locais onde se lê
a nossa história comum e os
valores que defendemos juntos.
Desde
a criação do Rótulo
Europeu do Patrimônio, há
um ano, encontrei-me com numerosos
parceiros que não tinham podido
participar da primeira onda dos países
participantes. Eles mostraram-se entusiasmados
com a idéia de aderir a isso:
meus colegas estoniano, finlandês,
dinamarquês, alemão,
ou ainda tcheco, por exemplo, com
quem me encontrei recentemente, falaram-me
de seu interesse por essa iniciativa.
A Comissão Européia
também é favorável
à idéia.
Desejo
portanto que a União Européia
assuma-o plenamente e tenho muita
esperança de que, na reunião
do Conselho de Ministros de 20 de
novembro, possamos chegar a conclusões
com vistas à “comunitarização”
da iniciativa. Por trás dessa
palavra um tanto bárbara de
“comunitarização”
está a idéia de se instaurar,
provavelmente no seio da Comissão,
uma secretaria muito leve que constitua
o ponto de contato dos diferentes
locais rotulados e prevermos recursos
para animar essa rede (garantir a
sua visibilidade, o respeito aos critérios
com base na recepção
multilíngue, por exemplo, pensarmos
em favorecer o acesso dos jovens europeus
aos locais).
Trata-se
de uma iniciativa essencialmente política
que visa permitir a identificação
dos cidadãos europeus com seu
patrimônio comum, patrimônio
esse muitas vezes desconhecido por
não contarem com uma visibilidade
e uma valorização no
âmbito europeu. Nesse aspecto,
esta iniciativa distingue-se do patrimônio
da UNESCO, cujo objetivo é,
acima de tudo, a proteção
de locais dignos de destaque.
A
reunião informal dos ministros
da Cultura e do Audiovisual, que se
realizará em Versalhes nos
dias 21 e 22 de julho será
dedicada, em boa parte, a esse tema.
O
objetivo é criarmos uma dinâmica
de rede entre todos esse marcos de
nossa história. Um colóquio
reunirá em Avignon, de 4 a
6 de dezembro, o conjunto de operadores
dos sítios rotulados para refletirmos
a respeito dos laços que possam
tecer e da maneira de animá-los.
II
– A Biblioteca Digital Européia
Em novembro de 2008, daremos o pontapé
inicial a uma outra grande aventura:
a Biblioteca Digital Européia,
batizada de “Europeana”.
Bruno
Racine, presidente da Biblioteca Nacional
da França, explicará
aos Senhores daqui a pouco os detalhes
da ambição e implementação
desse vasto projeto. Quero agradecer
também à Diretora dos
Arquivos da França, Martine
de Boisdeffre, bem como a Emmanuel
Hoog, Presidente do INA, por sua envolvimento
com o projeto. Emmanuel, você
apresentará dentro de instantes
o outro projeto europeu que criou:
o sítio Internet “Europa
das Culturas”.
Qual
é a ambição da
Europeana? Reunir todos os bancos
de dados europeus em matéria
de patrimônio, museus, arquivos,
bibliotecas, conteúdos audiovisuais,
através de um grande portal
comum que permita um mergulho, em
alguns cliques, em toda a memória
européia.
O
objetivo da PFUE é, portanto,
colocar à disposição
de todos os internautas, em novembro
de 2008, um protótipo que dará
acesso a dois milhões de documentos.
Esta
será apenas uma primeira etapa.
Será preciso alimentar regularmente
o sítio, por meio de uma política
de digitalização maciça
no âmbito europeu. Espero conseguir
a aprovação das conclusões
no Conselho de Ministros de 20 de
novembro a respeito da instalação
dessa biblioteca digital, a fim de
perenizar a iniciativa e envolver
a Comissão Européia
na digitalização.
A
problemática dos direitos autorais
também está no centro
dos futuros desenvolvimentos da BNUE
[sigla em francês de “Bibliothèque
Numérique de l’Union
Européenne”], pois nossa
ambição não é
limitarmo-nos ao passado, mas colocarmos
também à disposição
dos internautas a criação
contemporânea.
Como
os Senhores sabem, os direitos autorias
constituem um tema de grande atualidade
em nosso país. Mas que diz
respeito também a todos os
outros países da União.
Como estou convencida de que a iniciativa
francesa é uma iniciativa sólida
e responsável, fiz questão
de fazer dela o tema central da Presidência.
III - A luta contra a pirataria e
o desenvolvimento dos conteúdos
“on-line”.
Que iniciativa foi essa? Colocar em
torno da mesa todos os envolvidos
com a criação e com
a Internet para chegarmos a medidas
concretas em prol do desenvolvimento
dos conteúdos culturais “on-line”.
Esta é uma iniciativa inédita,
que deu lugar à assinatura,
em 23 de novembro passado, dos acordos
do Eliseu.
Não
vou entrar aqui em detalhes a respeito
do projeto de lei “Criação
e Internet”, que constitui a
etapa preventiva desse dispositivo,
e que defenderei em breve perante
o Parlamento. Ele também já
é conhecido por todos e foi
abundantemente comentado.
O
desafio da Presidência Francesa
não é, bem entendido,
procurar impor uma “abordagem
francesa” qualquer aos nossos
parceiros numa área que diz
respeito a todos nós. Trata-se,
acima de tudo, de avançarmos
em nossa reflexão comum para
encontrar os melhores caminhos e defender
a criação européia
diante do desafio da Internet.
O
debate, aliás, já está
bem lançado no Parlamento Europeu
e as linhas já estão
se mexendo. Uma declaração
– desprovida de alcance jurídico
– foi aprovada com pequena margem
de diferença em abril passado,
denunciando nossa abordagem, embora
o projeto de lei estivesse longe de
sua finalização. Desde
então, essa curta e heteróclita
maioria parece ter-se evaporado. A
Comissão de Cultura do Parlamento
Europeu, que examinou em 2 de junho
passado duas emendas ao “Pacote
Telecom”, cujo teor era idêntico
ao dessa moção, rejeitou-as
por uma ampla maioria.
A
Comissão Européia, de
seu lado, pretende adotar uma recomendação
que vai em nosso sentido. Os países-membros
também estão vivamente
interessados, como demonstrou um primeiro
debate no Conselho de Ministros a
esse respeito, em 21 de maio passado.
Meu
objetivo, durante a Presidência
Francesa, é fazer com que avance
a reflexão em torno dessas
questões e conseguir chegar
a um consenso dos Vinte e Sete [países-membros]
em torno de três pontos:
- a dimensão contratual, entre
os responsáveis pela produção
cultural e da Internet, da luta contra
a pirataria (é necessário,
com efeito, que sejam colocadas em
prática soluções
que respondam aos interesses, bem
entendido, tanto dos profissionais
de cinema, da música e do audiovisual,
quanto dos fornecedores de acesso
à Internet); essa dimensão
contratual deve permitir, particularmente,
que a melhora da oferta legal caminhe
lado a lado com a luta contra a pirataria;
a dimensão muito amplamente
preventiva contra a pirataria, o envio
de mensagens de advertência
aos internautas, ou o desenvolvimento
das técnicas de reconhecimento
dos conteúdos com vistas ao
seu bloqueio parecem ser caminhos
particularmente promissores; a liberdade
deixada a cada um dos países-membros
de definir o conteúdo de uma
eventual sanção aplicada
aos internautas “multireincidentes”
(as vias “judiciárias”,
civis ou penais, ou administrativas
devem poder ser empregadas livremente
em função das característica
da pirataria e do sistema jurídico
nacional).
IV – Luta contra o tráfico
ilícito dos bens culturais
e dos arquivos.
Em um outro setor, a luta contra o
tráfico dos bens culturais
constitui um desafio maior para todos
os países-membros europeus.
A França é particularmente
atingida por esse flagelo e eu lancei,
juntamente com Rachida Dati, em dezembro
passado, iniciativas capazes de reforçar
a eficiência de nossa ação
nessa área.
A
conscientização a respeito
da necessidade de uma cooperação
mais forte entre países-membros
vai acontecendo pouco a pouco no âmbito
europeu. Eu gostaria de saudar a recente
resolução do Parlamento
Europeu, baseada no relatório
do deputado europeu Graça Moura,
que pede à Comissão
que reveja os mecanismos de controle
aduaneiro e de troca de informações
com os países-membros, a fim
de garantir a maior eficácia
possível na luta contra a exportação
e a importação ilegais
de obras de arte e bens culturais
protegidos.
Os
instrumentos comunitários existem,
mas permanecem insuficientes para
lutarmos de forma eficaz contra o
tráfico ilícito, que
passa, antes de tudo, por uma harmonização
entre as legislações
em matéria de roubo e receptação
e uma cooperação reforçada
entre as autoridades policiais, aduaneiras
e judiciárias encarregadas
do controle dos bens culturais.
Mas,
tendo-se em conta os pesos administrativos
relacionados à natureza interministerial
da luta contra o tráfico ilícito
dos bens culturais, quero aproveitar
todas as oportunidades para favorecer
sinergias entre as diferentes administrações
e os programas de ações.
Durante
a PFUE, esse tema será abordado
várias vezes:
- No Conselho Informal de ministros
da Cultura e do Audiovisual, que se
reunirá nos dias 21 e 22 de
julho de 2008.
- Durante o colóquio organizado
pela Direção dos Museus
da França, em 23 de outubro
de 2008, que reunirá os responsáveis
europeus pelos museus e instituições
que organizam exposições.
- Por ocasião do colóquio
organizado pela Direção
dos Arquivos da França, em
20 e 21 de novembro de 2008, sobre
a luta contra o tráfico ilícito
de arquivos.
V
– A arquitetura e o desenvolvimento
sustentável.
Um outro tema merece nosso interesse:
como conciliar a arquitetura e o desenvolvimento
sustentável? Olhando as periferias
de nossas cidades, nós vemos
sem dificuldade os limites do desenvolvimento
urbano das décadas precedentes
e a importância da arquitetura
e do urbanismo para desenvolver um
convívio mais harmonioso e
mais sustentável. E o desafio
estende-se a todo o continente.
Infelizmente,
esse tema não é tratado
de forma satisfatória no seio
da União Européia: apenas
treze de meus colegas ministros da
Cultura também estão
encarregados da arquitetura e é
difícil encontrarmos o foro
certo. Para isso, parece-me importante
que a PFUE seja a ocasião para
colocarmos esse tema sobre a mesa,
no âmbito dos Vinte e Sete.
Parece-me
ser essencial realizarmos uma reflexão
nessa área e buscarmos remédios
práticos para integrarmos melhor
a dimensão do desenvolvimento
sustentável e os arquitetos
ao desenvolvimento de nossas cidades.
Organizaremos
em Bordeaux, em outubro, um grande
colóquio europeu em torno do
Fórum Europeu das Políticas
Arquitetônicas.
VI
– Anúncio do Fórum
de Avignon.
Se há um tema que me é
particularmente caro é o dos
laços entre a cultura e a economia.
Não é importante só
permitir que a cultura seja beneficiada
com recursos econômicos para
se desenvolver e desabrochar, garantindo
assim a diversidade de sua expressão,
mas também reconhecer a construção
não desprezível da cultura
e do crescimento econômico.
Esse ponto geralmente é subestimado.
Assim,
organizarei em Avignon, nos dias 17
e 18 de novembro próximo, um
Fórum dedicado aos laços
entre a cultura e a economia. Ele
reunirá atores de alto nível
do setor econômico, órgãos
da mídia e da cultura, bem
como os responsáveis políticos
dos vinte e sete países da
União Européia, em torno
do tema: “cultura, uma oportunidade
para o crescimento”.
VII – A diversidade cultural
e o diálogo intercultural.
Chego agora ao último eixo
da Presidência Francesa: a promoção
da diversidade das culturas européias.
Como eu disse na introdução,
para a sua construção,
a Europa fez a escolha provavelmente
mais difícil: a da diversidade
de línguas, de heranças,
expressões, identidades. Uma
diversidade que ela colocou como princípio
e defendeu no seio da UNESCO, fazendo
com que fosse aprovada uma convenção
que reconhece o direito de cada país
de sustentar suas artes e sua cultura.
Trata-se de um grande desafio, temos
consciência disso.
Entre
as quinze manifestações
organizadas pela Presidência,
três serão dedicadas
a esse tema:
- Em 7 e 8 de julho, será organizado
um colóquio pelo CNC, na Cinemateca
de Paris, a fim de definirmos uma
nova política de cooperação
com outros países fora da UE
na área do cinema. Essa política
será incluída em complementação
às ações já
empreendidas pelos países-membros.
Estados Gerais do plurilinguismo serão
realizados em Paris no dia 26 de setembro,
para examinarmos os meios de reforçar
os intercâmbios culturais e
a circulação de obras
na Europa, através, particularmente,
do apoio à tradução
de obras.
Por
fim, o colóquio de encerramento
do ano europeu do diálogo intercultural
será organizado em Paris nos
dias 17, 18 e 19 de novembro. Ele
deverá permitir que sejam traçadas
as grandes linhas de uma política
européia perene em prol do
diálogo entre as culturas.
Como
fazer, concretamente, para que nossos
concidadãos possam ter acesso
tanto ao cinema lituano, quanto à
arte contemporânea eslovena,
à música portuguesa
e à literatura cipriota? Simplesmente
convidando-os para se apresentarem
em nossas salas, nossas telas de televisão,
nos auditórios de nossos museus,
em nossas livrarias e em nossos festivais.
Foi
o que quisemos fazer através
da Temporada Cultural Européia:
uma grande festa da cultura e das
artes dos vinte e sete países
da União, uma iniciativa inédita
que, espero, fará escola. Apresentei
o programa detalhado em 3 de junho
passado. Gostaria agora, simplesmente,
de agradecer a Muriel Mayette, que
irá levar a trupe da Comédie
Française numa turnê
por 10 países da Europa Central
e Oriental, de novembro de 2008 a
fevereiro de 2009. Obrigado por estar
conosco hoje, para nos apresentar
esse grande evento.
Se
os artistas são excelentes
embaixadores da Europa, parece que,
hoje, os estudantes estão também
fazendo esse papel e com muita energia!
O
programa Erasmus, tornado famoso pelo
filme de Cédric Klapisch, está
fazendo nascer uma nova geração
européia e devemos nos felicitar
por isso.
Eu
quis, portanto, aproveitar a ocasião
desta coletiva de imprensa para destacar
os premiados pelo Jovem Prêmio
da Cultura Européia, que o
Ministério criou há
dois anos. Ela visa promover as práticas
artísticas amadoras e possibilitar
encontros entre os jovens europeus.
Agradeço a Olivier Debienne
por ter organizado esse concurso este
ano. Um grande muito obrigado ao fotógrafo
Bernard Faucon (que deve se unir a
nós: ele chega por volta das
12 hs) para esta exposição,
que apresenta vinte e sete olhares
singulares sobre a França.
Este
ano, o tema escolhido foi a fotografia,
e mais de mil jovens estudantes estrangeiros
dos 23.000 que vivem todo ano na França,
puderam concorrer sobre o tema “De
quê você gosta na França?”
Os Senhores verão nas fotos
expostas que o resultado é
surpreendente e estimulante e revela
verdadeiros talentos. Eu gostaria
de saudar os vinte e cinco premiados
desse concurso, presentes aqui ou
representados por um amigo para aqueles
que já voltaram aos seus países.
Trata-se de um belo símbolo
tê-los hoje em Paris, reunidos
por ocasião do lançamento
da PFUE, e fico feliz de saber que
essa exposição irá,
ao longo da Presidência Francesa,
circular pela França e pela
Europa, como um vínculo entre
os estudantes europeus amantes da
arte.