Ministério das Relações Exteriores

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A Europa põe os jovens em movimento



Em vinte anos, o programa Erasmus permitiu a mais de um milhão e meio
de jovens europeus estudar em um outro país-membro

Como os jovens são a Europa do futuro, é preciso dar-lhes meios para conhecê-la.

Princípio este que a União Européia põe em ação, convidando estudantes, estagiários e alunos de escola a partirem à descoberta de cidadãos de outros países-membros.

As viagens formam a juventude”, diz o ditado. Então, a melhor maneira de um jovem europeu conhecer a União Européia é fazer com que passe uma temporada em um país membro. É o que vários programas financiados pela UE oferecem, buscando, sobretudo, favorecer a mobilidade de jovens e promover intercâmbios, entre os quais Erasmus, que atende prioritariamente aos estudantes universitários. Dando ênfase à dimensão européia do ensino superior e co-financiando ações de cooperação entre estabelecimentos de ensino, esse programa, que faz 20 anos em 2007, permite a jovens estudarem de 3 a 12 meses em outro país, contando, para isso, com uma ajuda financeira.

Estudantes franceses entusiastas

Implementado na França em todas as universidades e na maior parte dos outros estabelecimentos de ensino superior, Erasmus seduz mais de 21.000 estudantes franceses por ano, todos prontos para “mergulhar” em uma cultura diferente da sua. Eles não se arrependem, pois  a experiência é rica no plano da aprendizagem, principalmente lingüística, como também da inserção profissional e do desenvolvimento pessoal. Além disso, para garantir a mobilidade, o tempo de estudo passado no exterior é reconhecido pelo estabelecimento de origem. A França pôs em prática, um ano antes do calendário previsto, o sistema “graduação-mestrado-doutorado” [ver LF n° 58], definido por 45 países da Europa para harmonizar os currículos universitários e facilitar a equivalência acadêmica dos diplomas.

Europeus de todas as idades

Pôr os jovem em movimento também é a ambição do programa Leonardo da Vinci, destinado principalmente aos estabelecimentos de ensino profissionalizante que desejem enviar seus alunos para um estágio – por até um ano – em outro país da União. Também são beneficiados, em certas condições, recém-formados e profissionais em busca de trabalho interessados em fazer estágio em empresas da UE, experiência essa que os tornará mais aptos ao mercado de trabalho. Nada menos que 7.000 jovens franceses obtêm bolsa anualmente, por meio desse programa que tem como uma de suas vocações contribuir para o desenvolvimento de um mercado de trabalho europeu e a livre circulação de trabalhadores e cidadãos.

Finalmente, como não há idade para se interessar pela língua e cultura de nossos vizinhos próximos, a Europa visita os bancos da escola. Graça a Comenius, foram organizadas cooperações entre escolas de países diferentes. Tais cooperações podem levar à realização de projetos transnacionais, como a redação de um jornal bilíngüe por duas turmas de alunos, intercâmbios entre as turmas, etc. Com o objetivo de sensibilizar todos os alunos para a dimensão européia, a França também integrou a seu currículo (desde o início do ano letivo de 2006), a aprendizagem de noções básicas sobre a UE em sua “base comum de conhecimentos”.

Comenius, Erasmus e Leonardo ainda devem ser ampliados entre 2007 e 2013. O programa Erasmus, por exemplo, planeja, até 2011, apoiar a mobilidade de três milhões de estudantes da UE. Uma ampliação particularmente desejada pela França.

Florence Raynal,
jornalista

Para saber mais:

Agência francesa Socrates-Leonardo da Vinci
Tel. : (33) 5 56 00 94 00
Internet : www.socrates-leonardo.fr