Ministério das Relações Exteriores.

Marcial Di Fonzo Bo: um argentino em Paris

Ator em ascensão no cenário teatral francês, Marcial Di Fonzo Bo nasceu em Buenos Aires, em 1968, chegando à França em 1987. Foi formado por um grande diretor, Alfredo Arias (ver LF nº57), além de também ter estudado na Escola Nacional da Bretanha. Em 1994, o ator, juntamente com seus colegas de turma, fundou a Compagnie des Lucioles. Em 1995, sua atuação em Ricardo III, de Shakespeare, lhe valeu vários prêmios.

Marcial criou em Barcelona (Espanha), em 1998, “Copi, um retrato”, em homenagem ao falecido dramaturgo e desenhista argentino, espetáculo com o qual fez uma turnê pela França e América Latina. Em 2001, encenou Eva Perón no Chile: a peça, escrita por Copi em 1969, foi a responsável pelo exílio do autor. O espetáculo foi encenado durante três meses com lotação esgotada.

Em 2004, Marcial Di Fonzo Bo, que também se exilou para fugir da ditadura e “das noites na delegacia, levado pelos policiais”, montou essa peça em Buenos Aires, peça que até então ainda não havia sido encenada na Argentina, no contexto de um festival francês.

“Foi um momento muito especial para mim, para cada um dos artistas. Estávamos todos muito emocionados”, declara o ator polivalente, que dirigiu uma ópera de Salieri, é ator de cinema (sua silhueta singular aparece em vários filmes de autor) e também é responsável por vários cursos ministrados em escolas, prisões e periferias. Um artista com talento e generosidade.

Pierre Langlais, jornalista