Ministério das Relações Exteriores.


“A estátua da soberana Arsinoé II, representada como Ísis-Afrodite, deusa do amor, saindo das águas (granito negro, século III a.C.) é um magnífico exemplo da arte greco-egípcia (plissé mouillé “à grega” e atitude faraônica tradicional)”.

Mergulho na história egípcia

De 9 de dezembro de 2006 a 16 de março de 2007, a nave do Grand Palais, em Paris, abrigou mais de 500 peças: estátuas, jóias e objetos de culto descobertos durante explorações arqueológicas submarinas realizadas desde 1996 pela equipe do arqueólogo francês Franck Goddio ao longo das baías de Aboukir e Alexandria. Do Egito dos faraós ao início do Islã, passando pelo Império Romano e pelo reino de Alexandre o Grande, quinze séculos de história guardados em navios naufragados ressurgiram, assim, das águas.

A exposição, batizada de “Tesouros Tragados do Egito”, mostrou a sucessão das civilizações do Egito antigo, evocando três lugares lendários que foram vítimas de fenômenos naturais, tragados pelas ondas há doze séculos: o porto de Alexandria com seus bairros reais e a cidade perdida de Héracles e Canope, ponto de cruzamento de comércio, cultura e religião.

Sob a iluminação dos vitrais do Grand Palais, três estátuas gigantescas dominavam em meio aos vestígios: um casal real e Hapy, deus das cheias e do Nilo. A cenografia audaciosa, combinando música aquática com imensas fotos das profundezas abissais, conduzia os visitantes ao universo submarino de mergulhadores e arqueólogos.

www.grandpalais.fr


“Reerguimento da estela em granito negro encontrada no sítio da cidade de Héracléion (século IV a.C.).”