Apesar de escrever
um romance por ano desde os dezesseis
anos, Léonora Miano, nascida
em Douala, Camarões, em 1973,
esperou bastante para conseguir ser
publicada. Desejo de maturidade natural
dessa jovem chegada à França
na idade adulta, educada na cultura
francesa, mas com a alma africana.
Seu segundo romance, Contours du jour
qui vient (Contornos do novo dia/
ed. Plon, Paris), obteve, em novembro
de 2006, o prêmio Goncourt dos
alunos do ensino médio[1].
Nessa obra, ambientada no centro de
um país africano consumido
pela loucura do homem, ela conta a
trajetória errática
de um menino em busca da mãe
que o expulsara de casa. Uma obra
que dialoga com L’Intérieur
de la nuit (Dentro da noite/ ed. Plon),
seu primeiro romance, aclamado pela
crítica por sua linguagem direta.
Léonora Miano é uma
pintora da barbárie e dos sentimentos
humanos cujo olhar, com apurado senso
poético, não faz concessões
em relação ao sofrimento
de sua África natal.
[1]
Criado em 1988 pelo selo cultural
Fnac, conquistou o prestígio
de um verdadeiro prêmio literário.
O júri é composto por
alunos do ensino médio que
têm entre quinze e dezoito anos.
Pierre
Langlais, jornalista