O bonde apitará
três vezes
Depois
de quase sessenta anos de seu desaparecimento
da capital, o bonde está de volta.
Na sua inauguração, em dezembro
de 2006, o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë,
lembrou a vontade da cidade de voltar a
ter controle sobre o território urbano,
dominado pela presença maciça
dos automóveis, substituindo-os por
meios de locomoção agradáveis
e ecológicos (bicicletas, ônibus,
etc.).
Ao longo
de dezessete estações, o novo
bonde - construído pela Alstom, empresa
francesa que fabrica o TGV -, liga o sudeste
ao sudoeste de Paris. Em 7,9 km de extensão
ao longo dos bulevares dos “Marechais”,
ele passa, à velocidade média
de 20 km/h, por três distritos de
Paris e sete comunas limítrofes,
transportando cerca de 100.000 passageiros
por dia.
As obras
realizadas pela prefeitura de Paris e a
RATP (empresa que gerencia os transportes
públicos na região parisiense,
inclusive o metrô) consumiram três
anos e um montante de 311,5 milhões
de euros. Essas obras nem sempre foram bem-vistas
pela população dos arredores,
mas o resultado, depois de algumas semanas
de funcionamento, parece ter sido aprovado
pelos passageiros.
Moderno
e elegante, silencioso e não-poluente,
o “T3” deverá fazer com
que a circulação de automóveis
em seu trajeto seja reduzida em 25%, diminuindo
também a poluição atmosférica
e sonora, como já fazem o “T1”,
criado em 1992 entre duas comunas periféricas
e o “T2”, criado em 1997.
Operando
em uma dezena de cidades francesas (entre
elas Nantes, Grenoble e Montpellier), esse
meio de transporte público eficaz
e muito apreciado também está
em fase de desenvolvimento em várias
outras cidades (Nice, Toulon, Reims, Brest,
etc.).
Audrey
Levy, jornalista