Ministério das Relações Exteriores.

Um novo bairro científico em Paris

Paris Biopark acaba de abrir suas portas às empresas de biotecnologia: após dois anos de obras, esse local para empresas foi inaugurado pelo prefeito de Paris em outubro de 2006. Ele abriga, em uma área total de 31.000 m2, 18.000 m2 de laboratórios e 13.000 m2 de escritórios em um novo bairro em plena expansão no sudeste parisiense, a dois passos da Biblioteca Nacional da França e da Universidade Paris VII - Denis-Diderot.

Esse pólo é o primeiro espaço da capital integralmente dedicado às tecnologias de ponta na área da saúde, como os sistemas ópticos, a geração de imagens médicas e a pesquisa de novas moléculas... Três empresas já decidiram instalar-se no local: Pharmaleads, que trabalha no setor de analgésicos, Diatos, especializada em oncologia e Fovéa, que trabalha com doenças da retina.

A longo prazo, o local poderá abrigar cerca de vinte empresas, criando em torno de 700 empregos de alta qualificação e vagas para mais de 30.000 estagiários.

O bonde apitará três vezes

Depois de quase sessenta anos de seu desaparecimento da capital, o bonde está de volta. Na sua inauguração, em dezembro de 2006, o prefeito de Paris, Bertrand Delanoë, lembrou a vontade da cidade de voltar a ter controle sobre o território urbano, dominado pela presença maciça dos automóveis, substituindo-os por meios de locomoção agradáveis e ecológicos (bicicletas, ônibus, etc.).

Ao longo de dezessete estações, o novo bonde - construído pela Alstom, empresa francesa que fabrica o TGV -, liga o sudeste ao sudoeste de Paris. Em 7,9 km de extensão ao longo dos bulevares dos “Marechais”, ele passa, à velocidade média de 20 km/h, por três distritos de Paris e sete comunas limítrofes, transportando cerca de 100.000 passageiros por dia.

As obras realizadas pela prefeitura de Paris e a RATP (empresa que gerencia os transportes públicos na região parisiense, inclusive o metrô) consumiram três anos e um montante de 311,5 milhões de euros. Essas obras nem sempre foram bem-vistas pela população dos arredores, mas o resultado, depois de algumas semanas de funcionamento, parece ter sido aprovado pelos passageiros.

Moderno e elegante, silencioso e não-poluente, o “T3” deverá fazer com que a circulação de automóveis em seu trajeto seja reduzida em 25%, diminuindo também a poluição atmosférica e sonora, como já fazem o “T1”, criado em 1992 entre duas comunas periféricas e o “T2”, criado em 1997.

Operando em uma dezena de cidades francesas (entre elas Nantes, Grenoble e Montpellier), esse meio de transporte público eficaz e muito apreciado também está em fase de desenvolvimento em várias outras cidades (Nice, Toulon, Reims, Brest, etc.).

Audrey Levy, jornalista