Com
uma forte e antiga tradição
universitária, Rennes é um
modelo na França
em matéria de qualidade de vida estudantil
e dinamismo das universidades.
Contando
com perto de 60.000 estudantes e 4.000 pesquisadores,
a capital regional da região da Bretanha
é um centro universitário
de envergadura européia e um importante
centro de pesquisa e inovação
tecnológica.
“A
vocação universitária
de Rennes está inscrita na história
da cidade. Desde o século XIX os
responsáveis municipais compreenderam
a importância de ter uma universidade
de boa qualidade. Enquanto Nantes (também
a oeste da França) se orientou mais
para a indústria e comércio,
Rennes voltou-se para o ensino superior.
A faculdade de letras data de 1808; a de
matemática, de 1840. É importante
observar que os habitantes da Bretanha sempre
consideraram a educação como
um meio de emancipação social”,
nas palavras de Jacques Rolland, vice-reitor
do Ensino Superior e da Pesquisa para o
conjunto do entorno de Rennes.
Ainda hoje, Rennes cultiva esta tradição
universitária e é um modelo
pela qualidade da vida estudantil e pelo
dinamismo de suas universidades. É
a sétima cidade universitária
francesa, com duas universidades (Rennes
1 e Rennes
2) e dezessete
estabelecimentos de ensino superior.
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19.000
empregos diretos e indiretos
Rennes
também é uma tecnópole
de envergadura européia nas
tecnologias da informação
e da comunicação (TIC).
“De 1984 até hoje,
foram criados 8.180 novos empregos
nas TICs. Grandes empresas como
Thomsom, France Telecom ou Canon
instalaram centros de pesquisa no
entorno de Rennes. Elas são
atraídas pelo fato de as
universidades locais formarem mais
de 700 diplomados de alto nível
nas TIC por ano”, como explica
Frédéric Pauly, diretor
desta tecnópole que agrupa
vários sítios na região.
Este investimento
na economia do saber é essencial
para a cidade. “O impacto
da universidade no sentido mais
amplo sobre a economia local de
Rennes é uma realidade. Segundo
a última pesquisa disponível,
são cerca de 19.000 empregos
diretos ou indiretos que estão
ligados de perto ou de longe ao
ensino superior e à pesquisa”
afirma Jacques Rolland. Os intercâmbios
universitários e a abertura
para o mundo contribuem para a vitalidade
estudantil de Rennes. A cidade acolhe
cerca de 1.200 pesquisadores e doutorandos
estrangeiros por ano. Para melhorar
a acolhida, a prefeitura decidiu
construir uma cidade universitária
no centro da cidade, cujas obras
devem começar em 2008 e terminar
em 2009/10.
Julien
Nessi, jornalista
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