| Estrasburgo:
sempre na dianteira

Praça
do homem de ferro, cruzamento do bonde, em
Estrasburgo.
No cruzamento
da Europa, Estrasburgo ficou mais próxima
de Paris, graças ao trem de grande
velocidade (TGV) e continua sendo a capital
dos transportes suaves.

Em
Estasburgo, tudo é feito para
dar um lugar de respeito à bicicleta
como meio de transporte. Aqui, diante
do Palácio Universitário.
|
Depois de inaugurada
a primeira linha, 25 anos atrás,
o trem mais rápido do mundo
continua a ir mais longe e mais rápido.
O começo das operações
em 10 de junho de 2007 do “TGV
Leste Europeu” é um símbolo
tanto para a Europa ampliada e o eixo
franco-alemão, como para as
cidades francesas que liga: Reims,
Metz, Nancy e Estrasburgo.
Graças ao
TGV, Estrasburgo, capital da região
da Alsácia, sede do Parlamento
Europeu, do Conselho da Europa e da
Corte Européia dos Direitos
Humanos, estará só a
2h20m de Paris, em vez de 4h, como
antes. O projeto da linha prevê
ligar as cidades de Bratislava (Eslováquia),
Stuttgart e Munique (Alemanha) e Viena
(Áustria).... É verdadeiramente
uma linha européia, cujo custo
é financiado, em sua maioria,
pelas regiões beneficiadas.
A cidade aproveita
a oportunidade para renovar seus equipamentos.
O arquiteto das estações
da SNCF (sociedade nacional das estradas
de ferro), Jean-Marie Duthilleul restaurou
a de Estrasburgo, acrescentando ao
imóvel, construído nos
anos 40, imensas janelas de vidro.
As obras se estendem à praça
da estação e seus acessos,
tanto para os usuários do bonde
ou trens regionais, quanto para os
automóveis e bicicletas. Há
muito tempo que a bicicleta é
uma prioridade da comuna urbana de
Estrasburgo, signatária desde
2002 do protocolo pelo desenvolvimento
do transporte silencioso, não
poluente, que não ocupe muito
espaço e seja econômico.
Estrasburgo participa todos os anos,
como outras 300 cidades francesas,
da Festa da Bicicleta, nos dias 2
e 3 de junho.
A dupla “bonde/bicicleta”
Aqui tudo é
feito para dar à bicicleta
um estatuto de meio de transporte
por inteiro: rede viária de
430 km, limitação da
velocidade no centro e nos calçadões
a 30 km/h nos lugares onde os ciclistas
têm o direito de trafegar, apoio
aos
|
locadores de bicicletas e atenção
especial à sinalização,
medidas preventivas contra roubos, frotas
de bicicletas à disposição
dos funcionários da coletividade,
duas-rodas gratuitas para as escolas...
O resultado é que 130.000 bicicletas
circulam em Estrasburgo, até
mesmo nas vias que atravessam a fronteira
com a Alemanha e que serão dotadas
em breve de equipamentos de segurança
reforçados. Foram criados estacionamentos
vigiados e os ciclistas têm o
direito de embarcar nos bondes com suas
bicicletas. Para Fabienne Keller, prefeita
de Estrasburgo, a dupla “bonde/bicicleta”
é o ideal. De fato, se o bonde,
desde 1878, faz parte da história
da cidade e não cessou de se
desenvolver ao longo desse tempo, “hoje
ele é acompanhado de itinerários
paralelos para as bicicletas”.
Finalmente, no futuro, ligações
“trem/bonde” farão
a conexão do centro da cidade
às grandes instituições
européias.
Mélina
Gazsi, jornalista
|
|