Ministério das Relações Exteriores

Besançon, o sucesso de uma política de reconquista

A velha cidade de Besançon, contornada por uma curva do rio Doubs.

Acusada por muito tempo de ser uma “bela adormecida”, a capital da região Franche-Comté soube, nestes últimos anos, valorizar o potencial turístico de seu patrimônio e de seu meio ambiente.

Há alguns anos, apesar da riqueza de sua arquitetura, sua localização às margens do rio Doubs e a facilidade de acesso, atravessava-se Besançon sem parar para visitá-la. “Falta de um maior conhecimento, de eventos marcantes, de hospedagem de qualidade, de equipamentos culturais...”. O diagnóstico dado em 1999 pela comissão de turismo da cidade foi severo; porém deu a Besançon e seu entorno a oportunidade de praticarem uma verdadeira política de reconquista turística cujos frutos começam a ser colhidos.

A salina real de Arc-et-Senans (século XVIII), perto de Besançon, é um dos locais mais turísticos da região.

Entre memória e inovação

A princípio, essa política visa satisfazer uma clientela de lazer e descobertas, freqüentemente jovem e familiar, que vem conhecer a Citadela. Construída por Vauban, o arquiteto militar de Luis XIV, dominando a cidade do alto, este forte tinha tudo para se tornar um empecilho, uma vez que suas dimensões excepcionais poderiam assustar. No entanto, hoje é o local turístico mais visitado da região Franche-Comté (300.000 visitantes por ano). Na cidade pode-se encontrar o Museu de Ciências Naturais da cidade, isto é, um jardim zoológico, um aquário, uma grande coleção de insetos e um curiosíssimo “noctarium”, espaço único na Europa, onde é apresentada a vida de pequenos mamíferos noturnos. A Citadela é também um local de memória graças ao museu Comtois e ao impressionante museu da Resistência e da Deportação.

As pessoas de mais idade, que se interessam mais pela cultura e pelo patrimônio, podem ir aos bairros históricos do centro. Ao redor da catedral Saint-Jean estão dezenas de palácios, igrejas, antigas residências de nobres, edifícios culturais, que datam da época romana até o século XIX.

Em um cenário de concreto aparente de uma modernidade atemporal, o museu de Belas Artes e Arqueologia abriga a mais antiga coleção pública francesa. Não muito longe dali, o museu do Tempo, localizado no suntuoso Palácio Granvelle, guarda a rica memória de relojoaria da cidade e de seus prolongamentos tecnológicos contemporâneos (a cidade se tornou um centro europeu das microtécnicas).

A cidade não esqueceu aqueles que simplesmente gostam de passear, ou não fazer nada; em 2003, obteve o terceiro lugar na classificação francesa de qualidade de vida e conta com uma localização admirável às margens do Doubs, antigas termas e numerosos espaços verdes.

A vida local conhece também uma grande efervescência neste ano dedicado a Vauban, cujo tricentenário de morte é festejado em 2007, com monumentais projeções sobre os muros, passeios noturnos à luz de tochas, ceias festivas tipo Grand Siècle, concertos de música da corte do “Rei Sol”... mais uma oportunidade para comprovar sua vitalidade turística.

Para saber mais:
www.besançon.fr
www.franche-comte.org