| Os
“frenchies” na conquista da América

Aos
vinte e cinco anos, Tony Parker, pivô
da equipe de basquete Les San Antonio Spurs,
foi eleito o melhor jogador da final de 2007.
Sua equipe ganhou pela terceira vez em cinco
anos o campeonato americano da NBA.
É cada vez maior o
número de esportistas franceses que
se tornam conhecidos em esportes considerados
até então inatingíveis,
a começar pelo basquete, onde a classe
de Tony Parker e seus colegas impressiona.

O
jogador de basquete Boris Diaw joga
nos Estados Unidos desde 2003.
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Nas quadras míticas
da NBA (National Basketball Association,
a liga norte-americana de basquete)
o francês está em vias
de se tornar uma segunda língua
obrigatória. Nada menos de
sete tricolores elegeram como domicílio
a mais prestigiada liga profissional,
cenário das proezas de Michael
Jordan, Larry Bird, Magic Johnson
e outros. Somente os sérvios,
que são oito jogadores, fazem
melhor.
Há
apenas 10 anos esta possibilidade
era somente um sonho. Porém,
quando no dia 11 de novembro de 1997,
Olivier Saint-Jean, que depois de
sua conversão ao Islã
se tornou Tariq Abdul-Wahad, integrou
o time dos Kings de Sacramento, ele
abriu uma porta que nunca mais se
fechou. Em 2001, um certo Tony Parker,
até então desconhecido
na França, foi integrado ao
Spurs de San Antonio. Imediatamente
começa a brilhar e se torna
uma estrela nos dois lados do Atlântico,
multiplicando proezas, ganhando dois
títulos de campeão em
2003 e 2005, sendo escolhido duas
vezes para o All-Star Game, o jogo
que reúne, todos os anos, os
melhores atletas da NBA.
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Tony Parker, um basquete espetacular
e vigoroso
Tony
Parker, ou “TP”, é
o símbolo de um basquete feito
para a América, brilhante e vigoroso,
muito diferente do estilo de jogo que
se pratica na França. Mickael
Pietrus e Boris Diaw, dois colegas da
seleção francesa, começaram
a jogar nas quadras americanas em 2003.
O primeiro, que imediatamente recebeu
o apelido de “Air France”,
se tornou um elemento chave do esquema
dos Warriors de Golden State, o time
de San Francisco, porém é
o segundo de quem se falará mais.
Tal como Parker, este recebeu sua formação
no Insep, Instituto Nacional do Esporte
e da Educação Física
[ver LF nº 40], Diaw, reserva de
luxo do Suns de Phoenix, foi sagrado
o jogador que mais progrediu na temporada
de 2006, uma verdadeira proeza.
Em
2005, três novos franceses fizeram
sua chegada à NBA: Johan Petro
e Mickaël Gelabale nos Supersonics
de Seattle e Rony Turiaf nos Lakers
de Los Angeles. Yakhouba Diawara, que
foi contratado em 2006 pelo Denver Nuggets,
completa o esquadrão francês.
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Cristobal
Huet, goleiro do Canadiens de Montréal.
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Sébastien
Bourdais conquistou seu lugar no campeonato
americano de Champ Car.
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No entanto, nem
tudo é cor de rosa no reino
da bola alaranjada. Petro, Gelabale
e Diawara estão com dificuldades
para se impor nos seus respectivos
times e Turiaj, que esteve durante
bastante tempo ameaçado por
causa de falhas cardíacas,
esteve a ponto de nunca mais jogar
pela NBA. Alguns franceses chegaram
a viver um verdadeiro inferno nas
quadras americanas. O primeiro deles,
Jérôme Moïso, passou
cinco anos, entre 2000 e 2005, sendo
transferido de time para time sem
jamais conseguir encontrar seu lugar.
Antoine Rigaudeau, estrela das quadras
francesas, fez uma passagem relâmpago
por Dallas, sem sucesso.
Estes fracassos
não desesperam a jovem geração
e tornam os sucessos ainda mais brilhantes.
Três novos jogadores franceses
participarão da NBA neste ano,
entre eles Joakim Noah (filho do ex-tenista,
hoje cantor Yannick Noah), que já
foi por dois anos campeão universitário
e é considerado uma futura
grande estrela. Razão a mais
para os comentaristas americanos treinarem
suas exclamações em
francês, exercício de
estilo cada vez mais valorizado.
Pierre
Langlais, jornalista
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No gelo ou na grama
O basquete
é muito popular na França.
Existem, porém, vários
outros esportes americanos muito populares
que não têm muita repercussão
na França: o beisebol, o futebol
americano ou o hóquei sobre
o gelo não atraem os campeões
franceses. No entanto, Cristobal Huet,
goleiro do Canadiens de Montréal
no time de hóquei sobre o gelo,
conseguiu tornar seu nome conhecido.
Por causa dele, não é
raro ouvir os primeiros acordes da
Marselhesa soarem depois de uma de
suas defesas. Huet é o segundo
tricolor a pousar seus patins na NHL
(liga de hóquei norte-americana)
após o precursor Philippe Bozon,
entre 1992 e 1995.
Richard Tardits
é o único francês
a experimentar as alegrias da NFL
(Liga de futebol americano). Este
ex-jogador de rúgbi, que entrou
no time dos Patriots de New England
no começo dos anos 90, soube
se impor neste esporte praticamente
inexistente na França. Philippe
Gardent seguiu seu exemplo. Foi contratado
pelo Washington Redskins. No beisebol,
especificamente americano, Joris Bert,
20 anos, é o primeiro jogador
francês a ser selecionado por
uma equipe profissional, os Los Angeles
Dodgers, em junho de 2007.
Outros esportes praticados nos Estados
Unidos estão ainda mais receptivos
aos talentos franceses. No futebol,
chamado soccer em inglês, Youri
Djorkaeff, ex-campeão do mundo
francês, acaba de se aposentar
depois de duas temporadas com o New
York. Nos seus passos, Pascal Bedrossian,
jogador da liga principal da França,
foi contratado em 2006 pelo Chicago
Fire.
Sébastien
Bourdais, vindo da Fórmula
1, encontrou um lugar de luxo no campeonato
Champ Car, primo americano desse esporte.
Recrutado pela escuderia do ator Paul
Newman, ganhou três títulos
consecutivos de campeão, de
2004 a 2006, proeza inédita
desde 1948!
P.L.
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